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O Renault Twingo promete reconquistar o europeu por preço e energia. No Brasil, o velho Twingo teve uma passagem breve, porém marcante. Ele começou a ser vendido no País em 1994, importado da França. Com design ousado para a época, interior modulável e proposta claramente urbana, ele se destacava por oferecer soluções inovadoras.

Com o tempo, o Twingo passou por ajustes para se adaptar melhor ao mercado local, incluindo versões importadas do Uruguai com motor um litro. Apesar disso, o modelo nunca atingiu grandes volumes de venda. Estima-se que 12 mil unidades tenham sido vendidas até 2003.

Do Twigo que virava cama de casal para um compacto elétrico
Mesmo sem alcançar grande sucesso comercial, o Twingo construiu um legado simbólico no Brasil. O público hoje o reconhece como um carro à frente de seu tempo, com uma base fiel de entusiastas e colecionadores.

Esse histórico ajuda a explicar o interesse em um eventual retorno do nome Twingo, agora associado a uma proposta elétrica. Logo, a versão a gasolina já chamava atenção pela modularidade dos bancos, que, ao serem rebatidos, transformavam o interior em uma espécie de cama de casal, solução incomum e inovadora para o segmento.

Renault aposta no “elétrico para todos” abaixo de 20 mil euros
A estratégia de eletrificação da Renault avança para uma etapa decisiva com a confirmação do novo Twingo E-Tech elétrico, um modelo urbano 100% elétrico, produzido na Europa e com preço-alvo inferior a 20 mil euros.

Previsto para chegar ao mercado em 2026, o veículo representa a consolidação do plano Renaulution, lançado pela montadora francesa em 2021.

Para tanto, o desenvolvimento do novo Twingo está a cargo da Ampere, divisão da Renault dedicada exclusivamente a veículos elétricos e software. A unidade tem como meta reduzir em 40% o custo dos elétricos até 2028, mantendo padrões de qualidade e rentabilidade.

Acessível para todos

Em termos técnicos, o foco é eficiência energética. A Renault trabalha, por exemplo, com um consumo médio estimado de 10 kWh/100 km, o que colocaria o Twingo entre os elétricos mais eficientes do mercado.

O motor entrega 60 kW (82 cv), com aceleração de 0 a 50 km/h em 3,85 segundos. A bateria de 27,5 kWh garante autonomia aproximada de 260 km no ciclo WLTP, com recarga em corrente alternada de até 11 kW e carga rápida em corrente contínua de até 50 kW.

Renault Twingo volta ao Brasil?

Mais do que um novo modelo, o lançamento simboliza a maturidade da estratégia elétrica da Renault. Após cobrir os segmentos de compactos premium, crossovers e familiares elétricos, a marca fecha o ciclo com um veículo pensado para democratizar o acesso à mobilidade elétrica na Europa.

O Renault Twingo E-Tech elétrico não será vendido no Brasil. Por aqui o Kwid E-Tech, por exemplo, preenche a lacuna, assim como os modelos da Geely.

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